Maranhão é o estado com maior percentual de insegurança alimentar do país, diz IBGE


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1,4 milhão de maranhenses vivem com a alimentação inadequada. Dados foram divulgados na quinta-feira (17). Mais de 66% dos lares maranhenses possuem quadro de insegurança alimentar, aponta IBGE.
Reprodução/TV Mirante
O Maranhão é o estado que tem o maior percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar do país, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares Contínua (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17).
Ao todo, 62,2% dos lares maranhenses apresentavam situação de insegurança alimentar. O percentual representa mais de 1,3 milhões de residências. O levantamento foi realizado entre junho de 2017 e julho de 2018.
Entram na conta somente os moradores em domicílios permanentes, ou seja, estão excluídas do levantamento as pessoas em situação de rua, o que poderia aumentar ainda mais o rastro da fome pelo país.
Os dados apontam que dos domicílios maranhenses pesquisados, 30,9% tinham incidência moderada e grave. O percentual registrado no estado, é maior da média do Nordeste, com 20,5%, mas fica abaixo da média brasileira, que é de 36,7%.
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De acordo com o IBGE, a insegurança alimentar moderada é quando há redução quantitativa no consumo de alimentos entre adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação. Já a insegurança grave, é quando há redução nos padrões de alimentação por conta da falta de alimentos entre todos os moradores do domicílio. Nessa situação, a família pode chegar a passar a fome. Veja a escala completa:
Segurança alimentar: a família/domicílio tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.
Insegurança alimentar leve: reocupação ou incerteza quanto acesso aos alimentos no futuro; qualidade inadequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentos.
Insegurança alimentar moderada: redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre os adultos.
Insegurança alimentar grave: redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores, incluindo as crianças. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio.
Em relação a Insegurança Alimentar Grave (IAG), a pesquisa revelou que em 2018/2018, 12% apresentaram essa indicação, o que representa 243 mil residências. O IBGE afirma que esta é a 3ª maior taxa entre os estados brasileiros, ficando apenas atrás dos estados do Amazonas (14,2%) e do Acre (12,4%).
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Guilherme Pinheiro/Editoria de Arte