Em 48 horas, três escolas particulares de São Luís suspendem aulas presenciais após casos de Covid-19


Terceira suspensão aconteceu na tarde desta sexta-feira (18). Em dois meses, sete escolas da capital maranhense já paralisaram as atividades após alunos e colaboradores testarem positivo para a doença. Colégio Literato suspende aulas nesta sexta-feira (18) após aluno testar positivo para Covid-19.
Reprodução/Redes sociais
Três escolas da rede particular de ensino de São Luís, suspenderam nas últimas 48 horas, as aulas presenciais após professores e alunos testarem positivo para a Covid-19.
A última suspensão aconteceu no Colégio Literato, no início da tarde nesta sexta-feira (18). Na quinta-feira (17), os colégio Upaon-Açu e o Educallis, já haviam suspendido as aulas presenciais.
Desde a liberação das aulas presenciais no estado, em agosto, ao menos sete escolas da rede privada da capital maranhense, já suspenderam as atividades por causa de casos do novo coronavírus (Covid-19).
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Por meio de nota, o Colégio Literato informou que a decisão da suspensão das atividades foi tomada após um aluno do 7ª ano ser diagnosticado com a doença. As aulas ficarão suspensas na unidade por 14 dias para as turmas do 7º ano A e C do turno matutino e do 7º ano D e E, do vespertino.
A direção afirma que a escola está seguindo o protocolo da Casa Civil, que determina a suspensão das aulas, para realizar o isolamento e sanitização dos espaços.
O Colégio Upaon-Açu, também suspendeu na quinta-feira (17), após a confirmação de que uma das professoras do ensino médio foi diagnosticada com o novo coronavírus. Também na quinta, o Colégio Educallis comunicou que suspendeu as aulas, por 14 dias, após dois funcionários testarem positivo para a Covid-19.
Ainda nesta semana, a Escola Dom Pedro II também suspendeu as aulas presenciais, por sete dias, após a suspeita de um caso Covid-19 em uma criança do ensino fundamental I. A direção afirma que a medida faz parte do Protocolo de Biossegurança, implementado pela instituição e está em consonância com as autoridades estaduais de saúde.
Outros casos
9 de setembro: Centro Educacional Sagres suspende as aulas, por 14 dias, após uma professora testar positivo para a Covid-19;
23 de agosto: o Colégio Bom Pastor Júnior (educação fundamental e fundamental), comunicou por meio de nota, após a suspeita de infecção em uma professora;
9 de agosto: Colégio Dom Bosco, também anuncia a suspensão das aulas, dos últimos anos do ensino médio e fundamental, após uma colaboradora testar positivo para a doença;
2 de agosto: um dia antes da retomada das aulas no Maranhão, o Colégio Batista adiou, o reinício das aulas presenciais no 3º ano do ensino médio, após um professor ter testado positivo para o coronavírus.
Apesar da interrupção das atividades, todas as escolas dizem ter continuado o cronograma de ensino com aulas remotas. Por meio de nota, as escolas afirmaram que estão seguindo os protocolos determinados pelas autoridades de saúde do estado.
Dom Bosco decidiu suspender as aulas em algumas áreas do ensino após um caso de Covid-19 no colégio
Reprodução/Google Maps
Associação dos pais questiona a volta às aulas presenciais
A Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Estado do Maranhão (ASPA-MA) questiona a volta às aulas presenciais nas instituições privadas. A ASPA diz que a volta ocorreu sem a participação dos pais e que ainda não há segurança para a volta dos alunos à escola.
Em um ofício enviado ao Ministério Público do Maranhão, Defensoria Pública e Procon, a associação diz que a Organização Mundial de Saúde (OMS) ‘não decretou o fim da emergência em Saúde Pública’ e que o governo do Maranhão apenas ‘autorizou’ as aulas presenciais, mas não ‘obrigou’ essa volta.
Já o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Maranhão (Sinpe-MA) afirma que as escolas particulares estão respaldadas pelo Decreto Estadual 35.897/2020, que manteve suspensa as aulas presenciais apenas até o dia 2 de agosto.
Medidas de segurança
A retomada das aulas em formato híbrido (com aulas online e presenciais) e não obrigatório ocorre em pelo menos 50 instituições que são representadas pelo Sinpe no estado.
Entre as medidas sanitárias impostas para a volta às aulas, está o uso obrigatório de máscara, suspensão do recreio e aferição de temperatura dos alunos e colaboradores. As escolas também devem adotar as seguintes medidas:
Criar um protocolo de segurança sanitária;
Orientação constante sobre o uso e manuseio das máscaras;
Proibição do uso coletivo de bebedouros;
Adoção de garrafas de água individuais;
Realizar a divisão das turmas em grupos;
Distribuir álcool em gel para os alunos e instalar reservatórios com o produto nas dependências;
Estabelecer horários diferenciados de entrada e saída;
Escalar dias para as aulas presenciais;
Distanciamento mínimo de 1,5 m entre os estudantes.